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Combustíveis: preços já começam a subir em vários postos

O aumento da gasolina, em 5,18% e do diesel em 14,25% anunciado pela Petrobras, na semana passada, reflete em toda a cadeia até chegar ao consumidor.

Consumidores relataram o aumento instantâneo entre sexta e sábado. E representantes de postos de combustíveis, sob condição de anonimato, confirmaram ao Globo que já preparavam a atualização dos valores para o fim de semana.

Com o novo valor a gasolina na refinaria passou de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro e o diesel de R$ 4,91 para R$ 5,61.

Além da inflação dos alimentos, os combustíveis têm sido um dos maiores custos para a população. Isso reflete diretamente ao abastecer o veículo, por exemplo, como também indiretamente a exemplo do frete que incide nas mercadorias. Em 12 meses, a gasolina acumula alta de 28,73% e o diesel 52,27%, segundo IPCA, índice oficial da inflação, calculado pelo IBGE.

Precificação é livre
Segundo a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), do dia 11 de junho, a média do preço da gasolina no Brasil é de R$ R$ 7,247, chegando a ser encontrada a R$ 8,49. O diesel ficou estável, em R$ 6,88, nas duas últimas semanas.

O balanço da ANP é publicado às sextas-feiras, mas, devido ao feriado, o próximo será divulgado na terça-feira, dia 21 de junho, referente ao período de 12/06 a 18/06.

Sobre os reajustes nos postos no fim de semana, a agência explicou que acompanha os preços dos combustíveis como forma de dar transparência aos valores praticados no mercado, mas que a precificação é livre no Brasil, por lei, desde 2002.

“Não há preços máximos, mínimos, tabelamento, nem necessidade de autorização da ANP, nem de nenhum órgão público para que os preços sejam reajustados ao consumidor”, disse por nota.

O aumento dos preços dos combustíveis tem sido um fardo para o bolso do consumidor brasileiro. No entanto, a batalha é muito mais complexa.

De um lado, está a Petrobras que alega que os preços estão defasados em relação ao mercado internacional e que há, inclusive, o risco de faltar diesel no segundo semestre.

Do outro, está o governo que tenta a todo custo segurar os preços a quatro meses das eleições. O presidente Jair Bolsonaro já determinou a troca do comando da Petrobras e pressiona a empresa enquanto tenta alinhar com o Congresso um pacote de medidas para desonerar os combustíveis.
Raphaela Ribas, Camila Alcântara Jorna Extra