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Aumento de acidentes com GNV preocupa frentistas e donos de postos de combustíveis

Representantes dos trabalhadores e de donos de postos de combustíveis do Município do Rio de Janeiro se reúnem, nesta sexta-feira (12), para avaliar o aumento de acidentes com explosões de cilindros de GNV durante o abastecimento dos carros. O presidente do SINPOSPETRO-RJ e da Federação Nacional dos Frentistas, Eusébio Pinto Neto, também protocolou na ALERJ um de pedido de audiência pública para debater o abastecimento de GNV nos postos de Combustíveis do estado. Ele está preocupado com a segurança dos frentistas que trabalham expostos aos riscos de explosão, por causa de cilindros sem condições de uso.

Em menos de 20 dias, três acidentes, dois com vítimas fatais, foram registrados no estado. Nesta quinta-feira (11), o frentista Alyf C. Santana, de 21 anos, morreu na explosão de um carro com GNV em um posto em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de janeiro. Nos três casos os cilindros estavam enferrujados e com a validade vencida.

Eusébio Neto também vai encaminhar, ainda, hoje ofício ao governador Cláudio Castro e ao prefeito do Rio, Eduardo Paes cobrando a fiscalização e o cumprimento das leis, que regulamentam a questão da segurança durante o abastecimento com GNV.

No estado, a Lei 7949/2018, obriga os postos a fixar avisos proibitivos sobre pessoas no interior do veículo, enquanto houver o abastecimento de GNV. Já, no município do Rio, a Lei 7024/2021 é mais específica com relação ao cilindro de GNV. A lei proíbe os postos de combustíveis de abastecer com GNV, os veículos que não apresentam selo do INMETRO com prescrição de validade.

Para Eusébio Neto, a falta de fiscalização é a principal causa dos acidentes em postos de combustíveis. Segundo ele, o número de acidentes com GNV só não é maior porque os frentistas são qualificados e treinados para agir em casos de riscos. A adaptação dos cilindros de GNV aos carros não pode ser feita em loja de esquina. Não podemos colocar a vida de ninguém em risco, principalmente dos trabalhadores de postos, que estão mais expostos e vulneráveis, frisa.

Por Estefania de Castro
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