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Audiência Pública na ALERJ vai debater os riscos no abastecimento com GNV

Como parte da campanha contra a precarização da mão de obra e mais segurança e saúde nos postos de combustíveis, a Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) realiza, na próxima sexta-feira (2), às 11h, uma audiência pública com representantes de vários setores. A audiência foi solicitada pelo presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, após as últimas explosões com GNV no estado, que resultaram na morte de duas pessoas, entre elas um frentista.

Representantes dos trabalhadores, dos donos de postos de combustíveis e de órgãos públicos foram convidados para a audiência. Eusébio Neto está preocupado com o alarmante número de carros movidos a GNV, que circulam irregularmente pelo estado. O Rio de Janeiro tem a maior frota de GNV do país, são mais de um milhão e meio de veículos. Desse total, 900 mil carros estão irregulares e mais de 270 mil nunca passaram por qualquer inspeção.

Para o presidente do SINPOSPETRO-RJ, toda a sociedade está em risco porque os carros com cilindros sem vistoria e manutenção, podem ser comparados a verdadeiras bombas. É inadmissível que as autoridades fechem os olhos para a questão. Os acidentes durante o abastecimento com GNV são tragédias anunciadas, por isso o sindicato cobra dos órgãos competentes a solução do problema. O frentista está exposto diariamente a esse risco e não pode pagar com a vida pelo descaso das autoridades. Cabe ao Detran-RJ e ao Detro-RJ, órgãos estaduais, responsáveis pela fiscalização, retirar os carros irregulares das ruas. O Procon-RJ também pode atuar fiscalizando e fechando as oficinas clandestinas que fazem a instalação do GNV sem autorização, frisa Eusébio Neto.

É importante que o trabalhador de posto participe deste debate. A audiência será sexta-feira (2), às 11h, no auditório do 21º andar do edifício Lúcio Costa, na rua da Ajuda, nº 5, no Centro do Rio. Se você estiver de folga ou trabalha no turno da tarde, próximo ao Centro, não deixe de comparecer. As autoridades só vão se mexer se a categoria se unir. Precisamos mostrar a nossa força!

Por Estefania de Castro
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