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Taxa de emprego cresce no governo Bolsonaro, mas salários continuam baixos

O número de postos de trabalho no Brasil cresceu consideravelmente nos últimos 12 meses, mas os salários continuam baixos. O setor de serviços e comércio foram os que mais contrataram. No entanto, o número de vagas abertas foi menor para gerentes, administradores, profissionais da ciência e intelectuais, atividades que exigem diploma superior. Os dados do Boletim de Emprego do DIEESE, divulgado nesta terça-feira (13), foram coletados entre o segundo trimestre de 2021 e o de 2022.

O estudo aponta que passada a fase mais aguda da pandemia, após mais de dois anos, o número de brasileiros ocupados superou o período anterior à crise sanitária. No segundo trimestre de 2022, havia 98,3 milhões de pessoas ocupadas no país, número bem superior aos 94,2 milhões do segundo trimestre de 2019.

O número de postos de emprego cresceu mais entre as pessoas com menor escolaridade, 31,4% dos contratados são sem instrução e com menos de um ano de estudo. Os trabalhadores com ensino médio preencheram 14% das vagas de emprego. Apenas 3,6% dos postos de trabalho foram ocupados por pessoas com ensino superior completo, enquanto os que têm superior incompleto a taxa de ocupação chegou a 6,1%. Os dados mostram que o aumento nas contratações é puxado por ocupações que não exigem formação superior.

O Boletim aponta, ainda, que 567 mil pessoas com nível superior trabalham como balconistas e vendedores de lojas e a domicílio. O rendimento médio dos trabalhadores ocupados com nível superior caiu 5,6%, enquanto os ocupados sem instrução tiveram crescimento de 3,2% na renda.

O aumento de postos de trabalho foi maior nas atividades que exigem menos qualificação formal. De acordo com o DIEESE, isso eleva a precarização do mercado de trabalho devido a geração de empregos menos complexos e a perda de rendimentos do trabalhador. O aumento da escolarização da população, visto na última década, tem sido pouco aproveitado pelo mercado de trabalho nessa retomada da atividade econômica.

Por Estefania de Castro
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