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Consumidor paga até R$ 93 a mais no crediário desde 2021

O Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a Selic em 13,75%, após 12 altas seguidas. Desde que o Banco Central começou a subir a taxa básica de juros para conter a inflação, o consumidor com parcela no cartão de crédito já pagou R$ 93 a mais de juros.

Segundo cálculos da Anefac (Associação Nacional de Executivos), os juros do rotativo no acumulado dos últimos 12 meses do cartão de crédito chegam a 397,23%.

Pegar um empréstimo pessoal também ficou mais caro no último ano. O crédito de R$ 5.000 para pagamento em 12 meses ao banco tinha parcelas de R$ 507,72 há um ano, por exemplo. A mesma parcela agora é de R$ 537,41. No total, a dívida que custaria cerca de R$ 6.093 em janeiro de 2021 ficou em R$ 6.449.

O empréstimo de R$ 500 com uma financeira para pagar em 12 parcelas custa R$ 44,42 a mais e se torna uma dívida de R$ 768,3.

No financiamento de um veículo de R$ 40 mil em 60 prestações, o brasileiro termina pagando R$ 71.573,23. São R$ 13 mil a mais do que pagaria quando a Selic estava em 2%.
Ana Paula Branco, Folha de São Paulo