O milho que alimenta as galinhas, porcos e o gado bovino, que é tradição na culinária brasileira e produto de exportação, também é matéria-prima para o etanol presente nos postos de combustíveis pelo país. A combinação entre grande oferta de grãos e um horizonte promissor para a demanda, pegando carona na transição energética, tem atraído investimentos para esse biocombustível que promete ocupar cada vez mais espaço na matriz nacional.
O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial do etanol, e deve fabricar cerca de 34 bilhões de litros na safra 2023/24, mas a produção proveniente do milho deve encerrar a temporada atual na casa dos 6 bilhões de litros – já que a maior parte do biocombustível por aqui é produzido a partir da cana-de-açúcar.
O volume estimado para o etanol de milho nesta safra é menor que o de cana, mas representa um crescimento de 36% em relação ao ciclo anterior, segundo projeção da União Nacional de Etanol de Milho (Unem). A expectativa da entidade é que o setor produza 10 bilhões de litros até a safra 2030/31, abocanhando mais de 20% do mercado brasileiro de combustíveis.
Nayara Figueiredo, O Globo