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Mais um ataque aos trabalhadores: STF valida MP 936 que permite redução de salários e jornada

Na última sexta-feira (17), o Supremo Tribunal Federal votou a favor da manutenção da MP 936, que flexibiliza direitos trabalhistas, durante a pandemia do COVID19. A decisão assegura legalmente ações preocupantes, como: a redução do salário e da jornada de trabalho e a suspensão do contrato de trabalho sem a necessidade de avaliação e validação das entidades sindicais.

A negociação individual pode ser prejudicial para a manutenção dos direitos trabalhistas, conforme afirma o Presidente da Fenepospetro, Eusebio Neto:

“No estado de calamidade pública que estamos, a redução salarial ou a suspensão do contrato, interfere na sobrevivência do trabalhador e sua família. Com a fonte de renda que pode ser reduzida em até 70%, o sustento fica comprometido, colocando esse trabalhador em situação de vulnerabilidade”, explicou o dirigente sindical.

A MP cria o chamado “ Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda”, que segundo estimativa do governo, pode alcançar cerca de 24 milhões de trabalhadores. Até o momento, cerca de 2 milhões de acordos individuais já foram executados. Para Eusébio, a ausência da participação do sindicatos nas negociações com as empresas é um fator de risco para a classe trabalhadora.

“A medida exclui a prevalência do Acordo Coletivo de Trabalho, o que é inconstitucional. A partir do momento que a negociação é feita de forma direta entre patrão e empregado, pode haver indução à aceitação de uma proposta, já que o trabalhador estará sozinho. É um golpe que empurra para o abismo o pobre, o trabalhador, que sustenta esse país”, ressaltou.

As empresas tem até dez dias para encaminhar o Acordo Individual para o sindicato. Porém, a MP não garante a prevalência do ACT vigente. Sete ministros formaram o placar favorável ao governo, aprovando a MP 936 contra os trabalhadores, sendo eles: Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Gilmar Mendes e o presidente do tribunal, Dias Toffoli.

O Sinpospetro orienta os trabalhadores que, mesmo diante da medida, solicitem o apoio jurídico do Sindicato, para a análise de qualquer proposta ou contrato de suspensão, para que possamos auxiliar na manutenção dos diretos trabalhistas.