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Crise econômica deixa mulheres mais vulneráveis ao desemprego, à fome e à violência doméstica

Uma em cada quatro mulheres sofreu algum tipo de violência nos primeiros 12 meses da pandemia. É o que aponta estudo realizado pela Organização das Nações Unidas. Os dados mostram que as mulheres andaram 20 anos para trás, inclusive no Brasil. A crise econômica dos últimos dois anos deixou mulheres ainda mais vulneráveis ao desemprego, à fome e à violência doméstica.

Vinte sete por cento das mulheres de 15 a 49 anos sofreram violência doméstica durante a vida, diz estudo da ‘The Lancet’. Oito em cada dez vítimas de violência contra mulher sofreram abusos psicológicos na pandemia, diz projeto que atua com rede de voluntárias.

Com a crise provocada pela pandemia, as mulheres foram as primeiras a ser demitidas, o que levou à perda de uma série de direitos fundamentais, como a segurança alimentar, que é a garantia de acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para a sobrevivência. Os economistas já estudam o fenômeno que chamam de “feminização da fome”: para quase metade da população feminina, falta dinheiro para comprar comida. Entre os homens, a proporção é menor, de 26%.

“Ou seja, as mulheres estão com mais dificuldade de se alimentar do que os homens, e isso acaba gerando consequências para as crianças. As crianças ficaram mais em casa, sem aula, as mulheres perderam capacidade de trabalhar por ter que ficar em casa cuidando da família”, explica Marcelo Neri, diretor da Fundação Getúlio Vargas.

O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos afirmou que foram investidos cerca de R$ 235 bilhões em políticas de atendimento às mulheres em 2021 – dinheiro que envolve também recursos de outras pastas.
Jornal Nacional
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