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Em live, presidente do SINPOSPETRO-RJ destaca importância do frentista para sociedade

O SINPOSPETRO-RJ deu, nesta quarta-feira (20), o pontapé inicial no projeto LIVE NA PISTA, que tem por objetivo abastecer o frentista com informações sobre a categoria e o mundo do trabalho. A nossa primeira live com o tema a “A bomba de autosserviço e suas consequências” foi com o presidente e fundador da entidade, Eusébio Pinto Neto. Em vinte minutos, ele fez um breve histórico sobre a luta dos trabalhadores para impedir a implantação de postos self service em todo país. Durante a transmissão ao vivo 50 seguidores interagiram com o sindicato. Até o fechamento desta matéria foram registradas mais de 100 visualizações no feed do Instagram. Vamos comemorar sim! Pois, toda caminhada vitoriosa começa com o primeiro passo.

Eusébio Neto, que também é presidente da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO), afirmou que tem orgulho de ser frentista e de poder defender a categoria. Ele destacou que a história de luta para impedir postos self service dignifica a categoria e o trabalho dos dirigentes sindicais.

Na live, Eusébio acrescentou a importância do frentista como elo na cadeia produtiva de petróleo. O trabalhador tem um grande poder de comunicação e de influência na sociedade, por isso é preciso se informar para dialogar com os clientes. O posto de combustível é para onde convergem todas as pessoas, inclusive indivíduos, que não são condutores de automóveis, que buscam informações com os frentistas.

LUTA PELA MANUTENÇÃO DO EMPREGO
A construção da Lei 9.956/2000 teve início no final dos anos 90. Na live, Eusébio lembrou da luta para impedir o autosserviço nos postos de combustíveis. Eusébio citou que a ideia do self service partiu das grandes distribuidoras, Esso, Shell, e Atlantic que instalaram postos em São Paulo e Rio de janeiro. Por conta dessa investida, os sindicalistas começaram a construir leis municipais para barrar a iniciativa das empresas. São Paulo foi o primeiro estado a ter uma lei contra o autosserviço, mas a conquista dependeu da mobilização de mil frentistas que ocuparam a ALESP (Assembleia Legislativa de São Paulo) e derrubaram o veto do governador Mário Covas ao projeto.

Os dirigentes sindicais sabiam que só com a lei do estado não conseguiriam garantir o emprego em todo país, então surgiu a ideia de fazer um trabalho nacional. Conversamos com os trabalhadores nas bases e conseguimos a adesão dos clientes, da sociedade e da maioria das autoridades para nossa causa. Através desse trabalho começamos a fundamentar a lei que garante o emprego de toda a categoria. O ex-deputado Aldo Rebelo, autor da lei 9.956, e o ex-ministro do Trabalho, Francisco Dornelles foram importantes para a sanção do projeto. Na época havia uma resistência no governo do ex-presidente Fernando Henrique, em sancionar o PL, mas os trabalhadores saíram vitoriosos.

Segundo Eusébio, a luta foi considerada como uma grande vitória no mundo do trabalho. Os frentistas receberam congratulações de centrais sindicais e de movimentos dos trabalhadores do mundo inteiro.

ATAQUES
Mesmo com a aprovação da lei, as multinacionais do petróleo e algumas redes no Brasil têm interesse em implantar o autosserviço nos postos porque o país é um grande mercado consumidor interno. O país também possui uma grande reserva de petróleo e possivelmente será um dos últimos a deixar de utilizar carros movidos a combustíveis fósseis. O objetivo desses grupos é dominar toda cadeia de petróleo da extração a distribuição.

VALE A PENA ASSISTIR
Se você perdeu a nossa live acesse aqui e confira o recado do presidente. Em breve divulgaremos mais as novidades.

Por Estefania de Castro
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