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Operação Pressão Alta retira das ruas do Rio carros com cilindros de GNV irregulares

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza, nesta semana, a operação Pressão Alta que tem por objetivo fiscalizar os postos de combustíveis com abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV), no Rio de Janeiro. A operação conta com o apoio de fiscais do Procon, Naturgy, Ipem, Inmetro, Detro, Secretaria Municipal de Transportes e Detran.

A operação se concentrou nesta terça-feira (16) na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Os fiscais constataram irregularidades em onze carros. Desse total, oito foram rebocados para o depósito do Detro e outros três autuados.

Segundo o chefe do Núcleo Regional de Fiscalização da ANP no Rio de Janeiro, Ary Bello, os agentes focaram na situação dos veículos. Ele explica que as três últimas explosões com GNV no estado, não foram provocadas pelo excesso de pressão da bomba de abastecimento, mas sim devido as más condições dos cilindros. Ary Bello disse que o número de carros apreendidos, no primeiro dia de operação, seria bem maior se houvesse mais reboques disponíveis. Ele destaca que a fiscalização ficou centralizada em apenas dois postos.

O chefe de fiscalização da ANP, cita que alguns carros estavam com a documentação toda irregular e sem o Certificado de Segurança Veicular (CSV), enquanto outros não passaram pela vistoria anual. Ary Bello alerta que os carros movidos à GNV precisam passar por vistorias anuais em oficinas credenciadas pelo Inmetro para saber se o cilindro está em condição de uso. Na vistoria, o motorista recebe o selo e a documentação que serão apresentados ao Detran.

De acordo com ele, a Lei 7024/21 que proíbe os postos de combustíveis do Município do Rio de Janeiro de abastecer com GNV, os veículos que não apresentam selo com prescrição de validade não tem eficácia, porque quem regula a matéria é o estado. A lei municipal também não determina a fixação do selo em local visível do carro.

FISCALIZAÇÃO
Ary Bello frisa que é preciso criar uma lei estadual propondo a fixação do selo de certificação do cilindro do GNV no vidro do carro. Com essa medida, o frentista poderá decidir se abastece ou não o veículo. Os trabalhadores e os donos de postos de combustíveis não podem ser responsabilizados por essa fiscalização, pois eles não têm atribuições para cobrar dos motoristas os documentos dos veículos, completa.
Os ficais prosseguem hoje com a operação Pressão Alta, na Zona Oeste.

OFICINA CLANDESTINA
Fiscais do Procon também interditaram, nesta terça-feira (16), uma oficina, em Jacarepaguá, que não tinha autorização para instalar cilindro de GNV.

Por Estefania de Castro
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